Guía sobre qué llevar o cómo vestir en un funeral
Aprende a vestir con respeto y consideración en un funeral, una guía práctica para acompañar a tus seres queridos en momentos difíciles.

"**O poeta espanhol mais influente do século XX.** Autor de *Romancero Gitano* e *A casa de Bernarda Alba*. Fusilado durante a Guerra Civil."
“Que no se me olvide ningún muerto / Que saco mis antorchas / para hallar su cara.”
Este espacio resalta la tumba real en el cementerio.
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Federico García Lorca é a figura literária mais excelsa do século XX na língua espanhola e o símbolo universal da criatividade truncada pela barbárie. Poeta, dramaturgo, músico e desenhista, García Lorca foi a alma da Geração de 27, fundindo a tradição popular andaluza com a vanguarda mais audaciosa. Sua obra, que respira amor, morte, desejo e liberdade, o tornou uma celebridade mundial, mas também o transformou no alvo do ódio de quem não tolerava seu gênio, sua ideologia progressista e sua condição de homossexual.
Nascido em Fuente Vaqueros, Granada, em 1898, Lorca cresceu impregnado pela luz e os sons do campo andaluz e a mística da Alhambra. Seu *Romancero Gitano* o consagrou como o poeta de seu povo, capaz de elevar o folclore à categoria de arte universal. Após sua viagem a Nova York, onde escreveu o desgarrador *Poeta em Nova York*, seu teatro alcançou cimas insuperáveis com a trilogia rural: *Bodas de sangue*, *Yerma* e *A casa de Bernarda Alba*. Lorca possuía o que ele chamava de "o duende", essa força misteriosa e telúrica que habita na arte que de verdade comove.
Federico não foi um poeta de salão. Através de sua companhia de teatro universitário "A Barraca", percorreu os povos da Espanha profunda para levar os clássicos àqueles que nunca haviam visto uma peça. Ele acreditava firmemente que o teatro é uma das ferramentas mais poderosas para a educação e o despertar da consciência de um país. Sua alegria de viver e sua generosidade pessoal o tornaram o centro da vida intelectual de Madrid, sendo amigo íntimo de Dalí, Buñuel e Alberti.
Apesar dos avisos de seus amigos, Lorca retornou a Granada pouco antes do início da Guerra Civil, acreditando que sua terra o protegeria. Foi detido pelas forças golpistas e, sem julgamento nem defesa, foi fuzilado na madrugada de 19 de agosto de 1936 no barranco de Víznar. Seu assassinato comoveu o mundo e se tornou a mancha imborrável da repressão franquista. Lorca morreu "por ser poeta e por ser vermelho", mas, acima de tudo, por ser uma chama de liberdade que não puderam apagar com balas.
Federico García Lorca não tem uma tumba oficial. Seus restos descansam em uma vala comum em algum lugar entre Víznar e Alfacar, em Granada, apesar das numerosas tentativas de localização realizadas nos últimos anos. Essa ausência de sepultura transformou toda essa terra andaluza em um cemitério sagrado da cultura. Seu epitáfio, que hoje ressoa em cada canto do mundo, é seu próprio verso de *Bodas de sangue*: "Que não se me esqueça nenhum morto". Embora seus restos continuem desaparecidos, Lorca é hoje mais eterno do que nunca, habitando em cada verso que denuncia a injustiça e celebra a beleza da vida.
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